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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Galáxia



Uma galáxia é um grande sistema, gravitacionalmente ligado, que consiste de estrelas, remanescentes de estrelas, um meio interestelar de gás e poeira e um importante mas insuficientemente conhecido componente apelidado de matéria escura. A palavra “galáxia” deriva do grego ‘’galaxias’’ (γαλαξίας), literalmente "leitoso", numa referência à nossa galáxia, a Via Láctea. Exemplos de galáxias variam desde as anãs, com até 10 milhões (107) de estrelas, até gigantes com 100 trilhões (1014) de estrelas, todas orbitando o centro de massa da galáxia

Via Láctea

   O filósofo grego Demócrito de Abdera (450 – 370 a.C) propôs que a faixa brilhante no céu noturno, conhecida como a Via Láctea, deveria consistir de estrelas distantes. Aristóteles (384 – 322 a.C), entretanto, acreditava que a Via Láctea fosse causada pela “ignição da abrasadora exalação de algumas estrelas que eram grandes, numerosas e próximas” e que “a ignição ocorre na parte superior da atmosfera, na região do mundo que está continuamente com os movimentos celestiais.”

As galáxias são, portanto, formadas de estrelas, milhões ou bilhões delas. Existem várias classificações para cada uma dependendo de sua forma, como por exemplo, galáxias irregulares, elípticas, espirais, como é o caso da Via Láctea, Andrômeda, entre outras. As galáxias espirais também podem possuir um formato característico que é denominado de espiral barrada.
Entre as estrelas se encontra também muito gás e poeira, de fato ¾ da massa de uma galáxia está na forma de gás e poeira. Este é o material que restou de estrelas que já “se foram” e é também o material que novas estrelas utilização para se formar. Comentando de maneira breve: Estrelas são formadas principalmente por nuvens de gás, principalmente hidrogênio, que é o elemento mais simples existente e o primeiro a sofrer o processo de fusão nuclear no ciclo de reações que ocorrem durante o período de atividade de uma estrela.

Toda essa poeira e gases existentes nas galáxias também emitem luz porque seus átomos estão sendo excitados de alguma forma pela radiação das estrelas vizinhas e quando seus respectivos elétrons retornam ao estado fundamental, estes emitem fótons.


 
Por: Kainan Barros

Erupção Solar


     Erupções solares são explosões na superfície do Sol causadas por mudanças repentinas no seu campo magnético.
Estes raios podem provocar interferências no Planeta Terra, tanto no mecanismo de atuação dos satélites a serviço da rede de telecomunicações quanto no complexo elétrico. Astronautas e equipamentos terrestres em circulação no espaço cósmico podem ser também fatalmente atingidos por estas atividades solares.
O Sol, que conserva em campos magnéticos uma desproporcional carga energética, logo no alto de suas manchas solares, vê esta reserva incalculável subitamente explodir, desencadeando uma intensa irradiação que engloba desde as ondas radiofônicas até os raios X e raios gama.

Existem três categorias de "erupções":
  • Erupções classe X: são importantes e grandes erupções que podem desencadear a suspensão de diversas atividades eletromagnéticas, suspender as transmissões das estações de rádio em todo o planeta e produzir tempestades de radiação de longa duração.
  • Erupções classe M: são erupções de média intensidade que afetam as regiões dos pólos e rápidos bloqueios nas emissões radiofônicas.
  • Erupções classe C: são pequenas erupções e não afetam o planeta.
Durante a erupção, elementos gasosos assomam na superfície e são impulsionados na direção da coroa solar, na qual são aquecidos violentamente, chegando a manifestar mais de 1,5 milhões de graus Celsius, configurando assim arcos conhecidos como anéis coronais, vastos glóbulos gasosos repletos de íons.

Construidor: Maiara Costa
http://pt.wikipedia.org/wiki/Erupção_solar
http://www.infoescola.com/astronomia/erupcao-solar/

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Novas revelações podem resolver mistério da antimatéria


Um novo estudo sugere que a prevalência intrigante da matéria sobre a antimatéria no universo pode estar relacionada com a distorção bizarra do espaço-tempo, causada pela rotação da nossa galáxia.
A antimatéria é um primo estranho ao material que compõe as galáxias, as estrelas e nós. Para cada partícula de matéria, imagina-se que existe uma partícula de antimatéria, com a mesma massa, mas com a carga oposta. Quando matéria e antimatéria se encontram, elas se aniquilam, convertendo a sua massa em energia e causando uma forte explosão.
Os cientistas não entendem o porquê do universo ser quase completamente feito de matéria. O Big Bang que criou o cosmos há 13,7 bilhões de anos deveria ter produzido partes iguais de matéria e antimatéria, o que teria o aniquilado completamente. Felizmente, isso não aconteceu (por isso ainda estamos aqui).
A que devemos a nossa sorte, os físicos ainda não fazem ideia. Mas um novo estudo leva a rotação da nossa galáxia em consideração e pode apontar um caminho para outras descobertas.
Os pesquisadores calcularam os efeitos da rotação da Via Láctea no espaço-tempo ao seu redor. Segundo a teoria da relatividade, a velocidade e a angulação de um corpo tão grande girando torce o espaço e o tempo a sua volta.
Devido à massa gigantesca da nossa galáxia, esta torção deve ter um impacto sobre o espaço-tempo que é um milhão de vezes mais forte do que a rotação da Terra.
Essas mudanças – em particular a dilatação do tempo – podem afetar o modo como as partículas se quebram. Devido às suas propriedades distintas, partículas de matéria e antimatéria podem reagir de forma diferente à essas alterações e se deteriorar em taxas variadas.
Por algum tempo, os físicos mediram a assimetria entre essas taxas de deteriorização, chamada de violação da paridade das cargas. Mas ninguém ainda tem uma explicação concreta para como essa assimetria se realiza.
Na verdade, os cientistas acreditam que matéria e antimatéria não são assimétricos em sua raiz, mas suas respostas diferentes para as mudanças causadas pela rotação galática dão essa aparência. A violação da paridade das cargas é vista como uma chave para explicar o assunto, porém ela não passa de uma medida insuficiente para traduzir o universo que vemos hoje.
Ao invés de usar a violação para explicar a prevalência da matéria sobre a antimatéria no universo, os pesquisadores acreditam que a distorção do espaço-tempo é que pode resolver o mistério. Para eles, a rotação que deu início à criação do universo também pode ter estendido o espaço-tempo de uma forma que afetou a distribuição total das partículas.

Mistério resolvido? Anéis de Saturno teriam se formado após colisão com um satélite gigante


 
Segundo uma pesquisa recente, os anéis de Saturno podem ter sido formados quando uma lua grande, que possuía uma superfície de gelo e um núcleo rochoso, se chocou com o planeta nascente.
Cientistas americanos sugeriram que as forças gravitacionais de Saturno teriam arrancado o gelo dessa lua antes do impacto acontecer. Essa teoria pode explicar a composição de água congelada dos anéis, que tem intrigado pesquisadores há décadas.
Até agora, havia duas teorias principais para a origem dos anéis. Uma delas era que um cometa de gelo se “quebrou” perto de Saturno, e a outra era de que uma pequena lua foi atraída pelo campo gravitacional do planeta.
A teoria do cometa é bastante desacreditada. Segundo os especialistas, teria que haver cometas gigantes, com várias centenas de quilômetros de diâmetro para formar estruturas como os anéis. Além disso, eles precisariam passar por Saturno frequentemente.
Os cientistas também afirmam que os anéis devem ter sido formados de puro gelo. Eles dizem que se um objeto, como um asteróide ou um satélite, tivesse se quebrado, haveria um grande componente rochoso nos anéis. Então o que aconteceu com os componentes rochosos?
Por isso, surgiu essa nova teoria: conforme um satélite de grande porte se aproximou de Saturno, como a lua Titã, as forças gravitacionais do planeta poderiam ter “descascado” alguns pedaços de gelo antes da colisão. Isso resultou na formação de um anel maciço de gelo. O núcleo rochoso da lua simplesmente “caiu” sobre a superfície de Saturno.
Com o tempo, a massa desse anel diminuiu, e luas geladas foram geradas a partir de sua borda. Esse processo poderia ter formado satélites como Encélado, Dione e Tétis.
Titã é 10 vezes maior do que o tamanho do satélite que os cientistas haviam proposto anteriormente. Aliás é o tamanho da lua que fez os cientistas considerarem a hipótese da colisão com um satélite massivo. Titã é o maior satélite de Saturno, e é também a segunda maior lua do sistema solar, depois de Ganímedes, em Júpiter.
Estudos devem continuar até 2017, na esperança de fornecer dados aos astrônomos que provem a nova teoria

Titã, uma das luas de Saturno, revela pistas sobre o início da vida na Terra


  Uma nova pesquisa revelou que a lua Titã, a maior do planeta Saturno, pode ter fornecido muito do material para a construção da vida na Terra.
Em Paris, cientistas construíram uma simulação da atmosfera de Titã em uma câmara especial. Eles descobriram que o satélite pode criar moléculas complexas, incluindo aminoácidos e bases de nucleotídeos, muitas vezes chamado de “tijolos da vida”. Essa descoberta tem impacto sobre as teorias sobre o início da vida na Terra.
Os pesquisadores simularam o efeito da energia solar na atmosfera de Titã. As reações produziram aerossóis, que afundaram na câmara. Estudando-os, os cientistas encontraram algo que nunca esperavam: todas as bases de nucleotídeos que compõem o código genético de toda a vida na Terra, e mais da metade dos 22 aminoácidos que formam as proteínas.
Eles são os primeiros pesquisadores a mostrarem que é possível criar essas moléculas sem água, sugerindo que Titã abriga grandes quantidades de substâncias precursoras da vida em sua atmosfera. Mas isso não prova que haja vida lá. Para começar, as conclusões vieram de uma câmara de teste, não da atmosfera real da lua.
Porém, as naves espaciais que já passaram por Titã nunca estiveram perto o bastante para se ter uma noção real do que a atmosfera da lua contém. Para testar as suas capacidades, os pesquisadores tiveram de recriar essa atmosfera em um laboratório, misturando os gases encontrados em Titã e submetendo-os à radiação. As microondas causaram uma descarga de gás, que fez com que o nitrogênio, o metano e o monóxido de carbono se unissem em matéria sólida.
Os resultados mostram que é possível fazer moléculas muito complexas na parte exterior da atmosfera de Titã, que é um dos locais mais promissores para a vida no sistema solar. Ela tem lagos enormes de metano, e recentemente os cientistas descobriram que o hidrogênio está desaparecendo mais rápido do que deveria na sua superfície, sugerindo que algum tipo de reação química o está consumindo.
Os pesquisadores consideram muito intrigante a ideia de que a atmosfera de Titã possa formar pequenos “tijolos” de vida. Eles acreditam que essa atmosfera possa ser quimicamente semelhante à da Terra primitiva, o que sugere que em vez de sair de uma sopa primordial, os blocos de construção da vida na Terra podem ter “chovido” nela.
Os cientistas afirmam que o aspecto mais interessante do estudo é a prova de que se pode fazer praticamente qualquer coisa em uma atmosfera. Segundo eles, esse mesmo tipo de química pode estar acontecendo em planetas fora do nosso sistema solar, sem que nós tenhamos conhecimento.

domingo, 12 de agosto de 2012

Anã branca



  Em astronomia, anã branca é o objeto celeste resultante do processo evolutivo de estrelas de até 10 MSol, o que significa dizer que cerca de 98% de todas as estrelas evoluirão até a fase de anã branca. Entretanto, somente 6% dos objetos nas vizinhanças do Sol são anãs brancas.

  Estrelas com até 10 MSol não são massivas o suficiente para que a temperatura em seu núcleo seja suficientemente alta para que possam fundir carbono em reações de nucleossíntese. Após terem se tornado gigantes vermelhas durante a fase de queima nuclear de Hélio/Hidrogênio, elas ejetarão sua camada externa, formando uma nebulosa planetária e deixando para trás um núcleo composto praticamente de carbono e oxigênio.


 Embora este núcleo seja mil vezes mais luminoso que o Sol e com uma temperatura efetiva que pode chegar a 150 000 K, ele não tem uma fonte de energia adicional e irá gradualmente irradiar sua energia e esfriar. O núcleo,sem o suporte contra o colapso gravitacional oferecido pelas reações de fusão termonucleares, torna-se extremamente denso, com uma massa típica de 0,6 MSol contida em um volume comparável ao da Terra.

   O colapso gravitacional da anã branca é barrado apenas pela pressão de degenerescência eletrônica. A maior massa de uma anã branca, além da qual a pressão da matéria degenerada não pode mais suporta-la, é em torno de 1,4 MSol. Uma anã branca com massa maior do que este limite (conhecido como limite de Chandrasekhar ) pode explodir em uma supernova.

  À medida que esfriam, as anãs brancas passam pelas chamadas faixas de instabilidade do diagrama HR, quando começam a pulsar, tornando-se anãs brancas pulsantes.

  Como as anãs brancas esfriam vagarosamente, seriam necessários centenas de bilhões de anos para que uma anã branca esfriasse o suficiente para deixar de ser visível, se transformando em anãs negras. Como a idade do universo é atualmente estimada em 13,7 bilhões de anos, elas ainda não tiveram tempo suficiente para esfriar a ponto de deixarem de ser visíveis. Mesmo as anãs brancas mais velhas do disco de nossa galáxia ainda estão visíveis, com luminosidades acima de 3x10-5 LSol e temperaturas superficiais efetivas da ordem de 3700 K

sábado, 11 de agosto de 2012

Supernova


Supernova é o nome dado aos corpos celestes surgidos após as explosões de estrelas (estimativa) com mais de 10 massas solares, que produzem objetos extremamente brilhantes, os quais declinam até se tornarem invisíveis, passadas algumas semanas ou meses. Em apenas alguns dias o seu brilho pode intensificar-se em 1 bilhão de vezes a partir de seu estado original, tornando a estrela tão brilhante quanto uma galáxia, mas, com o passar do tempo, sua temperatura e brilho diminuem até chegarem a um grau inferior aos primeiros.

A explosão de uma supernova pode expulsar para o espaço até 90% da matéria de uma estrela. O núcleo remanescente tem massa superior a 1,5 Massas solares, a Pressão de Degenerescência dos elétrons não é mais suficiente para manter o núcleo estável; então os elétrons colapsam com o núcleo, chocando-se com os prótons, originando nêutrons: o resultado é uma estrela composta de nêutrons, com aproximadamente 15 km de diametro e extremamente densa, conhecida como estrela de nêutrons ou Pulsar. Mas, quando a massa desse núcleo ultrapassa 3 massas solares, nem mesmo a Pressão de Degenerescência dos neutrons consegue manter o núcleo; então a estrela continua a se colapsar, dando origem a uma singularidade no espaço-tempo, conhecida como Buraco Negro, cuja Velocidade de Escape é um pouco maior do que a velocidade da luz.

Ocorrência e catalogação

Por ser um fenômeno relativamente raro em uma galáxia, as supernovas são catalogadas, segundo o ano e a ordem da ocorrência, às vezes imediatamente "quando a lâmina de luz chega à Terra" como foi o caso da supernova de fevereiro de 1987, inicialmente denominada SN 1987. Se descobrissem outra (em arquivos fotográficos), adquire o nome de Sn 1987 B. Como, até agora, em nenhuma chapa fotográfica fez-se registro de igual ocorrência naquele ano, quer nessa ou em outra galáxia, ficou dispensada a letra A. De modo que, em nossa própria galáxia, só foram observadas, até agora, apenas 3 supernovas: em 1054, 1572, 1604, as quais, devido à data, não foram bem estudadas. E, além destas três, parecem ter sido cerca de 11 as supernovas que explodiram na Via Láctea nos últimos 20.000 anos, sempre em locais inobserváveis devido à poeira interestelar.

A supernova SN 1987A, ocorrida na galáxia satélite da Via Láctea chamada Grande Nuvem de Magalhães, foi a explosão estelar recente mais próxima da Terra, tendo sido observada com equipamentos de duas gerações ou seja os telescópios terrestres e os espaciais.

Diante desses números e o observado em todo o universo, calcula-se que ocorram, em média, 3 supernovas por milênio, em cada lado de galáxia (só vemos um lado) que tenha 200.000.000.000 de estrelas. Comparando com o número de estrelas que formam uma galáxia, os cosmólogos podem estimar alguns valores, como a idade das galáxias ou, se quiserem, a idade do universo observável. Compare-se esse número com a média de 30.000 novas comuns no mesmo período. Ou seja, para cada 10.000 novas, há uma supernova.

Partindo do pressuposto que ocorram 3 supernovas por milênio em nossa galaxia e, considerando que a idade da Via Láctea seja de 15 a 20 bilhões de anos, matematicamente podem ter ocorrido cerca de 45 a 60 milhões de explosões de supernovas em nossa própria galáxia.

Nebulosa

As nebulosas são nuvens de poeira, hidrogênio e plasma. São constantemente regiões de formação estelar, como a Nebulosa  da Águia. Esta nebulosa forma uma das mais belas e famosas fotos da NASA, "Os Pilares da Criação". Como o processo de formação das estrelas é muito violento, os restos de materiais lançados ao espaço por ocasião da grande explosão formam um grande número de planetas e de sistemas planetários.


Tipos de Nebulosas
Nebulosas de emissão são nuvens de gás com temperatura alta. Os átomos na nuvem são energizados por luz ultravioleta de uma estrela próxima e emitem radiação quando decaem para estados de energia mais baixos (luzes de néon brilham praticamente da mesma maneira). Nebulosas de emissão são geralmente vermelhas, por causa do hidrogênio, o gás mais comum do Universo e que comumente emite luz vermelha.

Nebulosas de reflexão são nuvens de poeira que simplesmente refletem a luz de uma estrela ou estrelas próximas. Nebulosas de reflexão são geralmente azuis porque a luz azul é espalhada mais facilmente.

Nebulosas de emissão e de reflexão são geralmente vistas juntas e são às vezes chamadas de nebulosas difusas.

Nebulosas escuras, elas são nuvens de gás e poeira que impedem quase completamente a luz de passar por elas, são identificadas pelo contraste com o céu ao redor delas, que é sempre mais estrelado ou luminoso. Elas podem estar associadas à regiões de formação estelar. Exemplos são a nebulosa saco de carvão e a nebulosa cabeça de cavalo.

Nebulosas planetárias receberam esse nome de William Herschel porque quando foram vistas ao telescópio pela primeira,elas vez se pareciam com um planeta, posteriormente se descobriu que elas eram causadas por material ejetado de uma estrela central, que pode ter explodido como uma supernova. Este material é iluminado pela estrela central e brilha, podendo ser observado um espectro de emissão. A estrela central normalmente termina como uma anã branca.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Buracos negros

As estrelas não duram para sempre


Embora não sejam seres vivos, cada uma tem um ciclo que vai do seu nascimento, envolta numa nuvem de gás como um recém-nascido ainda molhado pela placenta da mãe; passa pela maturidade, que na Astronomia recebe o nome de “seqüência principal”, e por fim chega à morte, a extinção de seu brilho.

Cada estrela tem um ciclo parecido, mas a duração e o modo como morrem pode variar bastante (assim como os seres vivos!). Diz-se que uma entre cada cem estrelas que chegam ao seu último momento de existência faz de seu “canto de cisne” um evento formidável. Elas explodem violentamente difundindo de uma só vez energia equivalente a um bilhão de sóis e se fazem notar entre as estrelas de toda a galáxia. São as supernovas.

Espaçonave hipotética se aproxima de um buraco negro. ©NASA/HEASARC.

Após a explosão das supernovas de grande massa, pensa-se que o núcleo da estrela original seria capaz de se contrair, sob ação da força de gravidade, até se transformar num buraco negro.

No interior de um buraco negro a concentração de matéria é tão grande que nada pode escapar. Nem mesmo a luz (daí porque é chamado “negro”) que é um tipo de radiação, formada por partículas chamadas fótons.

Os buracos negros são uma das mais importantes descobertas científicas de todo o século XX. Em seu interior as leis que regem o Universo parecem desmoronar-se, junto com nossos conceitos sobre tempo e espaço. O inexplicável, o desconhecido reside nas entranhas desse monstro, capaz de alimentar-se de outras estrelas e, para alguns, acabar por engolir todo o Universo.

Como nascem as estrelas
QUANDO O SOL EXTINGUIR SUA LUZ, daqui a cerca de cinco bilhões de anos, o destino da Terra e de todo o sistema solar interior será bastante cruel.

Nossa estrela mãe não tem massa suficiente para terminar seus dias explodindo como uma supernova, mas seu desequilíbrio final vai transformá-la numa estrela gigantesca, que engolirá os planetas mais próximos, calcinando-os.

Mas pelo menos eles não serão derretidos por uma supernova. Não haverá um buraco negro no lugar do Sol. Buracos negros são o último estágio na evolução de uma estrela com muita massa; entre 8 a 15-20 vezes mais que o Sol.

As estrelas surgem de imensas nuvens compostas de pequenas partículas de matéria – comumente chamadas simplesmente de poeira – e de gás hidrogênio, que existe em abundância no Universo.

Muitas vezes essas nebulosas permanecem em equilíbrio, tranqüilas como as nuvens em nosso céu. Mas é preciso pouco para lhes tirar deste estado, fazendo com que a própria atração gravitacional produza uma contração incessante em certos pontos, ou nódulos da nuvem de gás e poeira.

A nebulosa também começa a girar e à medida que aumentam a temperatura e a pressão em seu interior forma-se um ou mais corpos, tão quentes e maciços, que em dado momento passam a acontecer reações termonucleres em seu interior, produzindo muita luz e energia. Assim nasce uma estrela.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

O Trânsito de Vênus

 
O que é
O Trânsito de Vênus, fenômeno astronômico previsível, e raro, ocorreu ontem (05/06), às 19hrs (Horário de Brasilia) e foi atração para astrônomos, pesquisadores e amadores de todo o mundo. Aqui no Brasil, só pode ser visto no Norte, nos estados de Roraima, Amazonas e Acre.
Ocorrencias
Por diversos fatores, o trânsito só ocorre duas vezes à cada século, com um intervalo de 8 anos, sendo o trânsito de hoje o segundo desse século, o primeiro foi em 2004.
Por que tão raro?
Para ocorrer um trânsito, o planeta que transita tem que estar entre o Sol e a Terra. No caso de Vênus, seu transito é raro por sua orbita é curta, veloz e inclinada em relação à nossa.
Importância cientifica
Esse evento astronômico é uma grande oportunidade de estudo sobre Vênus, e poderá ajudar a desvendar mistérios sobre o planeta e sua atmosfera.
Fontes
  1. BBC
  2. Yahoo!
  3. APOLO11

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Quem foi Carl Sagan?

Carl Sagan
Quem foi Carl Sagan?
Carl Edward Sagan nasceu na cidade de Nova York no dia 9 de novembro de 1934 e morreu em Seattle, em 20 de dezembro de 1996, após lutar contra um doença na médula, em decorrência de um câncer.

Ele se formou em física, na universidade de Chicago, em 1954, e 6 anos depois, concluiu seu doutorado em astronomia e astrofísica, nessa mesma faculdade. Ele foi professor de astronomia e ciências espaciais na Universidade Cornell, e tambem lecionou em Havard.
De um desejo de criança até a fama
Na infância, o pequeno Carl tinha uma forte curiosidade em relação ao céu, o que despertou nele o desejo de buscar respostas para suas duvidas.
Grande pesquisador da Astronomia e da exobiologia, que estudou a vida no universo. Sagan foi o criador de Cosmos, livro sobre o universo, que posteriormente virou uma serie de tv de grande sucesso.

Graças ao programa Cosmos, Carl Sagan é considerado um dos maiores divulgadores da ciência e também um dos cientistas favoritos do século 20.

Sagan foi importante para o programa espacial estadunidense, chefiando e auxiliando em diversos programas, como o Projeto Apollo e Voyager. Sagan foi um grande propagandista do SETI (Search for Extra-Terrestrial Intelligence ou Busca por Inteligência Extraterrestre).
Religião
Carl Sagan era ateu, e deixa isso bem claro nesta frase:
“O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida.”
Obras principais
  • Os Planetas
  • A Vida Inteligente no Universo
  • Marte e a Mente do homem.
  • Civilização Cósmica: Uma perspectiva extraterrestre.
  • Os Dragões do Éden. (Ganhou o premio Pullitzer de literatura)
  • Cosmos. (com a série, ganhou 3 Emmy Awards)
  • Cometas.
  • Palido Ponto Azul.
  • Variedades da Experiência Científica: uma visão pessoal na busca por Deus.
Fontes
  1. UOL
  2. Yahoo respostas
  3. Cienciaxreligiao