A explosão de uma supernova pode expulsar para o espaço até 90% da matéria de uma estrela. O núcleo remanescente tem massa superior a 1,5 Massas solares, a Pressão de Degenerescência dos elétrons não é mais suficiente para manter o núcleo estável; então os elétrons colapsam com o núcleo, chocando-se com os prótons, originando nêutrons: o resultado é uma estrela composta de nêutrons, com aproximadamente 15 km de diametro e extremamente densa, conhecida como estrela de nêutrons ou Pulsar. Mas, quando a massa desse núcleo ultrapassa 3 massas solares, nem mesmo a Pressão de Degenerescência dos neutrons consegue manter o núcleo; então a estrela continua a se colapsar, dando origem a uma singularidade no espaço-tempo, conhecida como Buraco Negro, cuja Velocidade de Escape é um pouco maior do que a velocidade da luz.
Ocorrência e catalogação
A supernova SN 1987A, ocorrida na galáxia satélite da Via Láctea chamada Grande Nuvem de Magalhães,
foi a explosão estelar recente mais próxima da Terra,
tendo sido observada com equipamentos de duas gerações ou seja os telescópios
terrestres e os espaciais.
Diante desses números e o
observado em todo o universo, calcula-se que ocorram, em média, 3 supernovas
por milênio, em cada lado de galáxia (só vemos um lado) que tenha
200.000.000.000 de estrelas. Comparando com o número de estrelas que formam uma
galáxia, os cosmólogos podem estimar alguns valores, como a idade das galáxias
ou, se quiserem, a idade do universo observável.
Compare-se esse número com a média de 30.000 novas
comuns no mesmo período. Ou seja, para cada 10.000 novas,
há uma supernova.
Partindo do pressuposto que
ocorram 3 supernovas por milênio em nossa galaxia e, considerando que a idade
da Via Láctea seja de 15 a 20 bilhões de anos, matematicamente
podem ter ocorrido cerca de 45 a 60 milhões de explosões de supernovas em nossa
própria galáxia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário